6 de janeiro de 2012


"SEGREDOS E MISTÉRIOS DA VIDA..."

Editora: Clube de Autores.
1ª Edição, 2011.
ISBN: 978-85-912892-3-3
Nº de páginas: 210

Sinopse: 
Como dizia Shakespeare: "Existe mais mistério entre o Céu e a Terra do que nossa vã filosofia possa imaginar”. O que será que nos aguarda do outro lado?... Um grande mistério realmente!... Uma pergunta que todos se fazem, não é verdade? Você diria que ninguém sabe! Pois é, concordo! Também acho que ninguém sabe, todavia, devo dizer-lhe que existem pessoas que estiveram à beira disso, – quase lá. E esse é o tema deste livro. 
Nele são narradas às experiências adquiridas por um jovem em seu leito de morte. Mistérios que ocorreram fazendo-o, milagrosamente, deixar de levar uma vida fútil, desregrada sem nenhum sentido, leviana e irresponsável, mundana com suas boêmias e andanças pela noite, como fazia habitualmente. Antes de isso acontecer, não dava a mínima pra ele mesmo; não se cuidava e nem se importava com nada e com ninguém, pois o fazia de forma inconsciente, – traumas psicólogos de infância, traumas que o desencantavam e o desmotivavam viver, a ponto de desejar à morte.
Contudo, num daqueles dias acamado, dando seus últimos suspiros, vendo o sofrimento que causava aos seus, se arrependeu da vida desonrosa que levou, com isso, seu desejo agora era o de se redimir. Em profundo pesar e remorso implorou aos céus perdão; foi quando recebeu uma benção divina... Benção que lhe proporcionou a felicidade de conhecer um dos segredos e mistérios da vida...


Primeiras páginas.

CAPÍTULO I

          Eduardo, nosso personagem, dorme profundamente e acorda com a voz da mãe lhe chamando, – abre os olhos irritado e tapa os ouvidos com o travesseiro se virando na cama resmungando; não quer nem pensar em sair dali: do escuro quarto de janelas fechadas que deixam passar somente alguns poucos fachos de luz, – escuro até reparador. Voltou pela madrugada e, ainda sob o efeito das bebidas da noite anterior, só tem vontade de continuar esticado e no silêncio. Apesar do calor que sente, – mesmo só de cuecas banhado de suor – não tem nenhuma vontade de levantar.
                — Levanta, Edu!... Está na hora do almoço, e você ainda na cama?... – encostada na porta do quarto, em voz alta para que fosse ouvida, falou a mãe dele.
      
             Quarto grande, – na frente da casa pra calçada da rua – espaçoso, pé direito alto, ventilado, paredes caiadas de branco, forro de ripa pintado em azul já meio descascado; duas grandes janelas de abrir na mesma cor, – daquelas inteiriças sem veneziana que são fechadas por tramela. Nele: sua cama, dois criados-mudos, um guarda-roupa e uma penteadeira que era da mãe, – com espelho grande oval. Do quarto, um corredor largo divide a casa em duas: de um lado, mais três quartos e, do outro, um banheiro, uma despensa e a grande cozinha com fogão a lenha; o corredor dá pra varanda dos fundos. Ao lado da casa outro corredor, cercado pelo muro do vizinho, dá pra rua. Do portão pra rua, como um caramanchão, – o xodó da mãe: uma trepadeira de primavera de flores lilás. Nos fundos, num quintal comprido: galinheiro, plantas de frutas, um barracão com muitas bugigangas e uma horta.
                Como seu quarto ficava na frente da casa, mesmo com a mãe querendo proibir de perambular pelas madrugadas, era por suas janelas que entrava quando voltava da boêmia; bastava ao sair deixar uma das tramelas aberta e as folhas da janela encostadas, e da rua, apesar de alto, abrir, subir pela janela e entrar sem ser notado. Quando não conseguia entrar pelas janelas, – muitas vezes a mãe trancava – o jeito, então, era entrar pelo corredor; abrir a porta da varanda com o maior cuidado, entrando na ponta dos pés para não fazer barulho e não acordar ninguém. No primeiro quarto desde a varanda dormia seu irmão, – estudante de medicina, e no anexo ao dele, sua mãe.

CAPÍTULO II

            A mãe continua insistindo para levantar e, agora, já ouve a voz dela mais forte, quase gritada; com certeza fala pelo corredor, – da porta da cozinha – imagina.
               — Vamos, Edu, levanta e vai se lavar pra almoçar! Teu irmão saiu cedo pra faculdade e eu não quero almoçar sozinha...
               — Ah, mãe!... Ainda é cedo!... Vou ficar um pouco mais! – respondeu, mesmo sem saber se seria ouvido, virando na cama ainda tapando os ouvidos com o travesseiro.
               Na casa de pé direito alto, com forro e assoalho de madeira, se ouvia tudo. Não demora, ouve os passos dela pelo corredor vindo, outra vez, até a porta do quarto e bater exclamando em tom exaltado.
               — Cedo?... Você deve estar doente!... Não ouviu dizer, que já é hora do almoço? 
               Da cama responde se lamentando:
               — Ouvi sim! Mas quero ficar um pouco mais. Não quero le-vantar, mãe! Deixa-me ficar, vai!
               — Então veio tarde outra vez, né? – disse ela ainda encosta à porta.
               — Não, mãe!... Cheguei cedo, a senhora que não me viu entrar.
               — Outra vez, com essa conversa?... Pensa que me engana?... Já estou cansada de lhe falar que essa vida de ficar toda noite por aí, nem se sabe onde, e voltar de madrugada, só está lhe fazendo mal! Está emagrecendo cada vez mais, nem comer direito você come. Levanta vai!...
               — Mas, mãe!... Não estou com fome, deixa-me ficar um pouco mais, por favor!
               Falou e já ouve os passos dela voltando para cozinha se lamentando, reclamando nervosa falando alto com ela mesma: “Esse menino não tem jeito mesmo... Não sei mais o que fazer?...” 


CAPÍTULO III

               Abraçando ao travesseiro, lamentando ter que levantar, fica ainda pensando no que viveu na noite anterior e entretido a ponto de não lembrar direito, se pegou no sono outra vez ou não; acredita que sim, pois, quando sai do quarto, a cozinha estava toda arrumada e a mãe não estava em casa, – havia saído. Vai pra varanda e senta em uma cadeira que lhe aprazia: cadeira de balanço de vime de encosto alto. Lá sossegado, se balançando e bocejando, inspira fundo olhando pras coisas no quintal, – aprecia tudo como meditando, e outra vez passa pelo sono. De repente é acordado com voz da mãe ao voltar.
               — Ainda bem que levantou!... – disse ela e fica parada com as mãos na cintura lhe olhando com ar de reprovação. Você comeu?
               Disfarçando o sono e a preguiça, para agradar responde que sim, mas não tinha comido nada, – a ressaca tirava o apetite. Vê a mãe se aproximar com olhar cismado, depois, em pé ao lado da cadeira, sorrir passando a mão na cabeça como penteando seus cabelos olhando com ternura.
                     
           — Você tem mudar seus hábitos Eduardo, não pode continuar assim! Até a faculdade abandonou! Veja teu irmão, logo vai se formar mesmo sendo mais novo que você, meu querido! – falou em tom amável, carinhosa acarinhando os cabelos, daí pouco, muda o tom de voz já repreendendo ao complementar.
               — Não entendo o que você está querendo da vida! Acha que fazendo algumas letras de música, e com esse seu violão, vai conseguir algo? Pode estar certo que não, ainda mais com essas amizades que tem!
               — Que amizades?... – indagou com ar de estranheza. 
               — Ora! Com essas pessoas com quem tem ficado quase toda noite, e lá se sabe onde?
               --- Mas, mãe..., é gente boa! Não se preocupe! – disse ele.
               — Gente boa?... E desde quando boêmio é gente boa? Pra mim são uns verdadeiros folgados e irresponsáveis.
               — Não fala assim, mãe! Quando conhecer alguns deles, vai gostar, tenho certeza! Não tenho muitos amigos, tenho bastante conhecidos, mas amigos são poucos, e esses, são filhos de família boa, a senhora vai ver.
               — Só quero ver! – disse ela. Mas, independente disso, acha que sendo um compositor vai ter sucesso?
               — Se não tiver sucesso, ao menos vou fazer o que me agrada.
               — Fazer o que lhe agrada?... Se não tivesse parado com a faculdade já estaria se formando médico, e com isso não me conformo! – falou indignada.
               — A senhora pode não aceitar, mas confesso que não tenho a mínima vontade de me tornar médico. Quero sim, poder fazer o que me agrada. E o que me agrada, por enquanto, é a música. Do resto, nada me interessa! – falou em tom resoluto, com o semblante conotando absoluto desinteresse ou preocupação.


3 comentários:

Paty Algayer disse...

Sinopse excelente, com certeza um romance que vale a pena ler!
Um abração!!

Zilani Célia disse...

OI VENDEDOR DE ILUSÕES!
PELA SINOPSE E PELAS PRIMEIRAS PÁGINAS DÁ PARA SE SABER QUE É UMA ÓTIMA HISTÓRIA.
ABRÇS

Zilanicelia.blogspot.com
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Lao disse...

Apreciado Vendedor de Ilusiones, me tomaré mi tiempo para disfrutar tus importantes lecturas. Gracias por visitar mi blog. Un afectuoso saludo.