17 de dezembro de 2012

Contos e Prosas - apresenta a criação de:



”Sonho Surreal”

Em  uma  noite  dessas,  deite- me  para  dormir,  como  faço  todos  os  dias... Mas  mal  sabia  eu, que  aquela  noite, seria  uma  noite  bem  diferente, como  de  costume. Então  peguei  no  sono... E  comecei  a  sonhar, um  sonho  muito  lindo.
Sonhava que  nos  falávamos  todos  os  dias, sabe... E  era  tanta  alegria, que  até  nossos corações,  sorria... Parecia  que nada  mais,  nada  mais  mesmo,  existia... Tudo  ficava  pra  lá, e  em  nós só  vinha,  uma  grande  vontade de  nos  encontrar. Ficar  juntos, juntos no  nosso  mundo...
Mundo   de  amor,  mundo  sem  dor... Mundo  onde  as  coisas ruins  não  percebíamos, porque  o  que  era ruim, se  tornava  incolor, e  somente  nossos  sentimentos  tinham  cor, entende? Nosso  mundo  de  amor...
E  no  meio  daquele  sonho, comecei  a  ver  um  grande abismo, abismo  esse, que  se  colocava  entre  nós, e  não  nos  permitia  chegar  perto  um  do outro, eu  queria  te tocar, mas  não  podia, pois  muito  medo  desse  grande  abismo  eu  sentia.
Meu  coração  muito rápido batia, e  grande, era  a  dor  que  eu  sentia... Queria  chegar  perto  de  ti, teu  cheiro  sentir, mas  como, com  aquele grande  abismo, entre  mim  e  ti?
E  ao  ouvir  tua  voz  a  me chamar, eu  via  que comigo também  queria  estar, que  grande  era sua  vontade  de  me  abraçar,  nos amar... Suspiros... Era  tudo  que  ouvíamos  um  do  outro, e  assim  nos  entendíamos, pois  sabíamos  o  que  queríamos... Estar  juntos, em  nosso  lindo  mundo.
Então  comecei  a  sentir  dormências  em  todo meu corpo, não  conseguia  sentir  mais  o  pulsar  do  meu  coração, pois  o  fato  de  nós  não  conseguirmos  chegar  perto  um  do outro, me desesperava...
E  então, assim  permaneci  vários dias, e  quando  dei  por  mim, eu  havia  entrado  em  um  profundo sono,  por vários  dias. Na  verdade  eu  estava  em  coma, e  me lembro  que  eram  assim,  todos os dias, queria  chegar  perto  de  você, mas não  conseguia. Não  podia, porque  aquele  grande  abismo  entre  nós  havia, e  ele  persistia,  e  meu  medo  de  tentar  chegar  até  a  ti, também  persistia...
Eu  não  conseguia  me  mover,  e  via  que  você  ficava  sem  entender, parecia  que  só  eu  via  aquele  abismo, e  você  não... Então  me  lembro, que  acabamos  então  desistindo.
O  grande  abismo,  chamado  razão, sufocou  a  nossa  emoção, porque  se  um  de nós, desse mais  alguns  passos,  poderíamos  cair, e  então  acabamos dolorosamente  desistindo.
Mas  foi  bom, o  que sentimos  ali  naquele  momento. Só  comprovou  os  nossos  sentimentos, e  isso será  lembrado ao  longo  dos  anos.
Vimos  ali,  que  apesar  daquele  grande  abismo, que se  pôs a  nos  separar, através  dos nossos  suspiros  conseguíamos  nos comunicar.
Sabe  por quê? Porque  era  grande  a  vontade  de  nos  amar, nos  tocar, então  ficou  assim  essa  nossa  história, gravada  na  memória. Pro  nosso  mundo, não  poderíamos mais voltar. Porque  cada  um  para  trás,  teve  que  recuar, daquele  grande  abismo, chamado  razão. Muita  tensão!!!
Nossa... Eu  não  sentia  mais  meus  pés  no  chão, e  aquilo me deixo  muito assustada, e acordei  gritando, muito desesperada!
E  naquela  manhã  depois  de  tudo  ter  terminado...
Nossa!  Sentia  meu  coração  desesperado, e  as  lágrimas desciam  em  meu  rosto, lágrimas  tão  quentes, tão  sentidas, e  eu  só lembrava  do  que  me  falava, quando  separados,  por  aquele  abismo estávamos, você  me  dizia:
— Quero  que  você  fique  bem...
Então  ao  me  lembrar,  ai  que  eu  chorei  mesmo, e  em  um dado  momento chorava  e  ria, pois  me  lembrava  da  nossa  alegria. Pois  vi,  que realmente sentimentos  muito  fortes  havia. Então coloquei  uma  canção  para  ouvir, e  ela  simplesmente  consegui  traduzir, todo o meu sentir.
Então  Meu  Amor, em  suspiros eu vou  tentar traduzir a  ti, e  nessas  letras  poderás  sentir, que  o  que  me  pediu, para  viver  feliz  sem  ti, não  poderei  cumprir... Mas  tentarei  sobreviver, porque  meu  coração, nunca  poderá  esquecer, o  que  você  me  fez  viver, lindo e intenso,  grandes  momentos...
Como  é  grande  o  meu carinho  por  você; é  de  um jeito doce,  meigo e suave...
Mas  sobrevivo  hoje  então;  amor meu... A  Essa  minha  realidade.
                                                           

Fernanda Oliveira
Direitos Autorais Reservados ®

 * Clique na foto e conheça o blog da autora.
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18 comentários:

Nádia Santos disse...

Muito linda e romântica sua narrativa querida Fernanda. Um carinhoso beijo.

Dorli disse...

Oi Fernanda
Uma história de amor, muito bem escrita, mas deu uma tristeza...
Eu já passei por "boas", mas vivo a sorrir.
Beijos
Lua Singular

MARIA MACHADO disse...

Olá menina Fernanda! Que inspiração bonita! você narrou uma linda história de amor, com fagulhas de tristeza, mais muito linda.
"Mais tentarei sobreviver, porque meu coração, nunca poderá esquecer,
o que você me fez viver". Amei! parabéns!
Um carinhoso abraço.
Maria Machado

Pedro Luis López Pérez (PL.LP) disse...

Una gran Historia de Amor con tintes de melancolía.
Um abraço.

elvira carvalho disse...

Uma história de amor impossível cheia de tristeza.
Um abraço e uma boa semana

Mary disse...

Um amor tão grande assim não pode deixar que se crie um abismo.

Um lindo conto, parabéns!

Patricia Galis disse...

Que lindo Fernanda Parabéns!!

*Escritora de Artes* disse...

Oi Fernanda,

Um conto emocionante, parabéns pela participação!

Abçs

POR TODA MINHA VIDA disse...

Fernanda Um belíssimo conto muito bem desenrolado...cheio de Amor ..fico muito feliz com a qualidade de seu trabalho meus parabéns Pedro Pugliese

Fernanda Oliveira disse...

Olá meu querido amigo, nem tenho palavras para descrever a emoção que sinto, ficou tudo lindo. Só tem que lhe agradecer por sua atenção para comigo, por ter aceitado publicar este meu ''Conto de amor''
Agradeço também a todos que comentaram, obrigada pelo carinho de todos, vou arrumar um tempo e estarei os visitando para conhece-los melhor.
Meu amigo mais uma vez obrigada, fiz uma postagem também em meu blog de agradecimento. Beijos! Fernanda Oliveira

Tunin disse...

Toques de melancolias nortearam o teu conto, mas, pelo que senti, o amor era muito grande. Muito bem elaborado.
Abração.

Isa Lisboa disse...

Um sonho muito bem construído, na metáfora que é, do medo de sentir, do medo de sofrer, da dúvida de se essa dor poderá ser maior que a alegria de sucumbir ao coração...

Gostei de a ler, parabéns pela participação!

Beijo

Janete Sales -Dany disse...

Linda história de amor...

desespero...

sonho e pesadelo!

Meus parabéns!

Um abraço a todos

Rosa Mattos disse...

Excelente texto, Fernanda. Eu fui lendo e me comovendo e me apoderando das tuas palavras, porque já tive uma fase em que me senti exatamente da forma como descreveu. Incrível!

Simplesmente maravilhoso!

bjs

Rosa Mattos
http://contosdarosa.blogspot.com

Bento Sales disse...

Olá, amiga Fernanda!
Seu conto está fantástico!
É uma verdeiro poema em prosa.
Você tem ótimo talento para ficção.
Maravilhosa contribuição para este evento espetacular do nobre amigo Viviani.

Abraços a ambos.

Dídimo Gusmão disse...

Fernanda,
Parabéns por seu texto!
Muito bem escrito embora muito triste. Mas, a vida é assim mesmo.
Abraços literários.

http://didimogusmao.blogspot.com.br/

Lu Nogfer disse...

E nesses sonhos e historias melancólicas que o amor é o unico meio de sobrevivencia!

Parabens a autora!

Abraços!

Fábio Murilo disse...

Conheço essa menina! Rs... Olha... Que texto! Empolgante, me prendeu do inicio ao fim. Fala de um dilema, sonho bem real. Do embate entre nossos desejos, aspirações e as leis, os como deve ser, a razão. E de repente o sonho parece, ou ser torna um pesadelo. Como é complicado ser autêntico, viver a alegria pura, como no tempo de crianças, o encanto nesse mundo sério, com leis próprias que nos amordaçam, fingir, fugir de nós mesmos por pura conveniência, por receio dos que os outros vão dizer, a palavra entalada na garganta nos sufocando, nos matando por dentro, esse abismo que bastaria um pulo, um salto e parece tão intransponível. Receio, sei lá, medo, nossa vida perdida, desperdiçada, por precaução, medo de nós mesmo, de ser, de viver. "O sonho nos dá o que a vida nos nega", pena que seja assim, a vida sempre idealizada.