19 de outubro de 2014

Prosas Poéticas na 10ª apresentação traz a criação de:



Te perdi


Não me lembro de quando aconteceu
Em que canto empoeirado da memória escondeu o seu eu
O eu que permitia um afago, uma abraço um sorriso

Assim como uma agulha no palheiro
Não te acho, não te sinto, não te vejo
Escondeu-se num cantinho obscuro da alma

Entre manhãs azuis de outono, noites estreladas de verão
Idas e vindas, noites e dias
Você foi sumindo...

Ainda não me conformo
Sinto um vazio imenso
Tento buscá-la sem sucesso

Como um livro em branco
Só vejo a bonita capa
Que outrora continha uma bela história

Tentei despertá-la com uma poesia
Desfiz meu coração em palavras
Busquei a mais bela harmonia

Mas tudo foi em vão
Tive certeza então
Que nunca mais a encontraria, te perdi

* * *
Leila Bonfim
Direitos Autorais Reservados ® 
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26 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Um amor que se perde deixa sempre uma saudade, que geralmente se apaga quando novo amor chega de mansinho e se apossa do nosso coração.
Gostei.
Um abraço e bom domingo

dinapoetisadapaz disse...

O amor se foi, mas ficou o coração, este que tem a capacidade de renovar-se como uma Fênix. Seu poema ficou primoroso. Parabéns e feliz domingo.

Bjs!

Verinha Portella disse...

Bom dia,Leila! Emocionante, inspirado, mexeu com meus sentimentos mais puros. Adorei tua apresentação. Maravilhosa. .beijos veraportella

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Lindo poema Leila,repleto de saudades.

Parabéns,gostei muito.
Carmen Lúcia.

Dorli disse...

Bom dia Leila,
Escondeste bem sua história de amor, mas ela irá voltar num tempo vindouro, em dia e hora certa. Confie.
A vida é cheia de percalços, encontros e desencontros; mas no fim fica tudo a contento.
Parabéns pela sua linda poesia
Beijos no coração
Lua Singular

Joana disse...

Bom dia, Leila!

Amei teu poema! Muito lindo!Parabéns!

Beijos!

ॐ Shirley ॐ disse...

Infelizmente, Leila, o amor eterno não existe, porém, o sol continuará brilhando com novas oportunidades.
Beijos!!!

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Um amor sempre deixa saudades que se esvanecem com um novo.
Belo poema!
Beijos*

Vanuza Pantaleão disse...

Falar de perdas é difícil e Leila, falando em versos, disse-o com tristeza, mas disse-o bem.
Amor que foi, amor que virá, não é apenas sofrer, é só saber esperar.

Muito bom conhecer Leila Bonfim!
Um domingo tranquilo, minha querida!Bjsss

Lu Nogfer disse...

Amores arrebatadores marcam sempre. Alguns conseguem se eternizar, outros jamais. Mas a saudade estará sempre a bater na porta do coração.

Parabéns a autora pela belíssima participação.
Passarei para conhece-la.

Abraços a todos!

Eu...Suzana disse...

Amiga Leila,
quantas vezes passamos por situações idênticas a essas na vida, não é? Podemos ter a pessoa ao nosso lado mas já não sabemos mais como despertá-la novamente para o amor. E assim, vamos nos perdendo um do outro, pouco a pouco, dia após dia.
Muito lindo e triste.
Beijos!!
Suzana

Guaraciaba Perides disse...

Um poema de uma história e de um amor....onde quase todos nós nos reconhecemos...mas os dia seguem e um dia encontramos as respostas para as
perguntas que ficaram sem respostas...e
então pára de doer.
Um abraço

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Leila
A certeza vem vindo de fininho... lentamente... pouco a pouco... e foi assim que senti ao ler o seu poema... cada verso um tico de perda... procura... não achar...
Parabéns pelo lindo poema que nos dá consciência de que não podemos tudo...
Entretanto, como vc bem versejou, devemos procurar... para termos certeza interior...
Bjm fraterno

Gracita disse...

Oi Leila
Em cada verso você foi delineando as perdas e o sentimento de tristeza que elas acarretam mas nem tudo está perdido pois a cada alvorecer Deus nos presenteia com uma nova oportunidade para sermos felizes.
Uma semana de luz e paz
Beijos

Leila Bomfim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leila Bomfim disse...

Oi Pessoal! Primeiramente gostaria de agradecer os comentários carinhosos que tornaram esta tarde de domingo mais bela, quanta alegria senti ao ler cada um deles! Mas vou contar pra vocês um pouquinho sobre o poema. Amo escrever e frequentemente escrevo crônicas e contos e agora estou trabalhando em um romance. Este foi o meu primeiro e único poema, escrito em um momento em que o que eu sentia só cabia em um poema. A dor revelada é de uma filha que sofre ao perceber o distanciamento da mãe. Pensei duas vezes antes de participar com este poema, pois o considero triste, e geralmente gosto de passar alegria para as pessoas. Mas reconsiderei e aqui está ele com tantos comentários carinhosos. Sintam-se abraçados! Beijo doce.

Artes e escritas disse...

Parabéns pelo poema, é de uma melancolia brilhante! Um abraço, Yayá.

Fiapo de Sonhos disse...

Oi Leila
Não há como não se envolver pela melancolia da saudade que você imprimiu aos teus belos versos. De uma beleza ímpar. Parabéns!
Um abraço

Cidália Ferreira disse...

Um soberbo poema que em encantou!

Beijinhos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Vanessa Palombo disse...

Oi Leila,

Bela e profunda sua poesia...

Abçs

Sinval Santos da Silveira disse...

Oi, querida amiga, Leila Bonfim !
Nossa, que dura realidade !
Parabéns. Senti tua dor em minh'alma.
Um afetuoso abraço.
Sinval.

Zilani Célia disse...

OI LEILA!
JÁ ESTIVE EM TEU BLOG E GOSTEI DO QUE VI.
TEU TEXTO ESTÁ MUITO BONITO.
ABRÇS

http://zilanicelia.blogspot.com.br/

cris braghetto disse...

Olá, Leila.
Amores que vem e vão deixando saudades, mas deixando também inspiração para lindos poemas como o seu. Parabéns pela bela participação.
Beijos.

Marina Fligueira disse...

Precioso poema, nada como el amor para inspirarse.
enhorabuena. Besos.

Pedro Luis López Pérez (PL.LP) disse...

Ese Amor que se pierde y que deja una estela de saudade y de nostalgia en nuestro Corazón.
Recurrimos a la Poesía para desahogar nuestros Sentimientos y somos inconformistas ante ese vazío ímenso...Preciosa Composición.
Abraços.

MARIA MACHADO disse...

Que belo poema, meio triste, um conteúdo melancólico que só uma poetisa apaixonada escreve. Escreve com à alma em silêncio.

Belo!!!

Um abraço!

Maria Machado